Por: Redação / Blog Sudoeste | seg, 01/06/2026 - 14:00
O preço do gás de cozinha subiu 9,59% na Bahia a partir desta segunda-feira (1º). O reajuste foi aplicado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, sobre o valor repassado às distribuidoras, conforme dados do Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha da Bahia (SindRevGás).
Com a mudança, a expectativa do setor é que o botijão de 13 quilos custe entre R$ 8 e R$ 10 a mais para o consumidor final. Em Salvador e na Região Metropolitana, onde o preço médio girava em torno de R$ 145, o valor pode alcançar a marca de R$ 155 a R$ 158, dependendo dos custos de frete e distribuição de cada localidade.
Este é o terceiro aumento registrado no estado em 2026. Em janeiro, a refinaria havia aplicado uma alta de 2,38%, seguida por um reajuste superior a 15% em abril. A sequência de encarecimentos pressiona o orçamento das famílias baianas, especialmente as de menor renda, para as quais o item é um gasto essencial.
Por: Redação / Blog Sudoeste | sáb, 16/05/2026 - 16:00
Os consumidores devem se preparar para novas altas na conta de luz nos próximos meses. Após um período de bandeira verde, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acionou a bandeira amarela em maio, e a expectativa de especialistas é de que o sistema elétrico adote bandeiras vermelhas ao longo de 2026. O cenário é influenciado pelo fim do período chuvoso e pelos efeitos do fenômeno El Niño, que deve intensificar a estiagem em diversas regiões do país.
A previsão é de que o sistema elétrico passe a operar com bandeira vermelha patamar 1 a partir de junho, avançando para o patamar 2 entre julho e setembro. Segundo o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, a cobrança extra pode elevar o valor da energia em cerca de 9% neste ano, impactando diretamente o custo de vida das famílias. O governo federal já prevê o acionamento de usinas termelétricas para garantir o abastecimento, medida que encarece a geração de energia.
O aumento da energia elétrica é uma preocupação crescente para o governo federal, dado o impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano passado, a energia residencial acumulou alta de 12,31%, sendo um dos principais vetores da inflação. Em 2025, o governo destinou R$ 2,2 bilhões em descontos via bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu para tentar mitigar o peso das tarifas sobre o bolso dos brasileiros.
Por: Redação / Blog Sudoeste | qui, 14/05/2026 - 00:00
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara a edição de uma medida provisória para evitar que o aumento no preço da gasolina chegue ao consumidor final. A articulação ocorre após discussões internas no Palácio do Planalto diante da pressão provocada pela alta internacional do petróleo, que afeta o mercado global.
A equipe econômica avalia a redução de tributos federais sobre combustíveis como forma de amenizar os reajustes previstos nas refinarias. O cenário de instabilidade é reflexo do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, conflito que impacta importantes rotas marítimas e encarece o custo da commodity.
Na última terça-feira (12), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou que a gasolina nas refinarias deve sofrer reajuste em breve. A expectativa inicial da estatal era pela aprovação de uma proposta no Congresso que permitiria o uso de receitas da exportação de petróleo para subsidiar combustíveis, mas, diante da falta de avanço legislativo, o governo optou pela via da medida provisória para garantir efeito imediato.
A movimentação integra uma série de ações do governo para reduzir o desgaste relacionado à inflação e ao custo de vida. Além da medida sobre os combustíveis, o Planalto anunciou recentemente o fim do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 e o relançamento do programa Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas da população.
Por: Redação/Blog Sudoeste | sex, 20/03/2026 - 08:00
O Ministério de Minas e Energia pediu à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia elétrica previstos para março de 2026. O pedido foi formalizado por ofício assinado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, enquanto o governo federal conduz análises para encontrar alternativas que reduzam o impacto nas contas de luz.
O documento aponta que o adiamento abriria espaço para concluir estudos e, a depender das medidas adotadas, viabilizar reajustes próximos de zero em alguns casos. O objetivo declarado é reduzir o efeito sobre os consumidores sem comprometer o equilíbrio regulatório do setor.
A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna e não confirmou se vai acatá-lo. Março concentra revisões tarifárias relevantes, e uma eventual postergação pode afetar a previsibilidade das distribuidoras. O tema ganha peso diante da expectativa de alta média de 8% nas contas de luz ao longo de 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1% para o ano.
O salário mínimo será reajustado em R$ 103 a partir de janeiro de 2026 e passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621. A informação foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor serve de referência para cerca de 60 milhões de brasileiros. Segundo o governo federal, o reajuste segue a regra de valorização do salário mínimo em vigor até 2030, que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, com limite máximo de 2,5%. Em 2025, o INPC ficou abaixo das projeções iniciais, o que resultou em um aumento menor do que o previsto anteriormente. O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o reajuste representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha para o terceiro mandato e destacou o papel do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda. O novo valor impacta não apenas os salários dos trabalhadores, mas também aposentadorias e pensões do INSS, além de benefícios como o Abono Salarial e programas assistenciais, a exemplo do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). O salário reajustado passa a ser referência a partir de janeiro e será pago a partir de fevereiro de 2026.