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Ministério Público apura suspeita de sobrepreço em show de Joelma no interior da Bahia

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Ministério Público apura suspeita de sobrepreço em show de Joelma no interior da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades na contratação do show da cantora Joelma pela prefeitura de Paulo Afonso, no Norte da Bahia. A apuração foca em indícios de sobrepreço e na legalidade da dispensa de licitação para a apresentação da turnê "Isso é Calypso".


A portaria, assinada em 10 de junho pela promotora Milane de Vasconcelos Caldeira Tavares, da 6ª Promotoria de Justiça de Paulo Afonso, tem como alvo a Inexigibilidade nº 0011/2026. O contrato administrativo nº 0137/2026 foi firmado entre a Secretaria Municipal de Cultura e Esporte (Seculte) e a empresa J Music Editora e Produções Artísticas Ltda.


A investigação foi iniciada após o recebimento de uma representação anônima, sendo classificada na área de Patrimônio Público e Moralidade Administrativa. O MP-BA busca verificar se a justificativa apresentada pelo município para a contratação direta atende aos critérios legais de notória especialização exigidos para serviços artísticos.


O edital de instauração não detalha o valor global do contrato nem as condições de pagamento estabelecidas. A reportagem não localizou posicionamento da prefeitura de Paulo Afonso ou da produtora até a publicação desta matéria.

TCM mantém suspensão de licitação da Prefeitura de Aracatu

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TCM mantém suspensão de licitação da Prefeitura de Aracatu
Foto: Alan Rich / Blog Sudoeste

A conselheira Aline Peixoto, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), decidiu não admitir o recurso apresentado pela Prefeitura de Aracatu, no Sudoeste da Bahia, contra a suspensão da Concorrência Eletrônica nº 001/2026. Com a decisão, permanecem suspensos o certame e todos os atos decorrentes dele.


O recurso ordinário foi protocolado pela gestão municipal em 17 de junho para contestar uma medida cautelar, publicada em abril e homologada pelo Plenário do TCM em maio. Ao analisar o caso, a conselheira destacou que, conforme o Regimento Interno da Corte e a Resolução TCM nº 1.455/2022, decisões que concedem medidas cautelares só podem ser contestadas por meio de agravo.


Além do erro na escolha da via recursal, a conselheira apontou que o pedido não cumpriu os requisitos de forma nem de tempestividade exigidos pela legislação. Diante da irregularidade, o TCM declarou a inadmissibilidade do recurso e determinou o arquivamento do expediente.


O despacho, assinado em Salvador na segunda-feira (6), foi publicado no Diário Oficial do TCM nesta terça-feira (7). A reportagem busca contato com a Prefeitura de Aracatu para um posicionamento sobre a decisão.

MPE contesta Polícia Federal e exige investigação contra prefeito de Rio de Contas

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MPE contesta Polícia Federal e exige investigação contra prefeito de Rio de Contas
Foto: Sandra Travassos / ALBA

O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se na última quinta-feira (2) de forma contrária ao arquivamento de uma investigação contra o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, o Célio Vaqueiro. O órgão, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, exigiu que a Polícia Federal instaure imediatamente um inquérito para apurar supostos crimes de falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois, e irregularidades em licitações no município do Sudoeste da Bahia.


A medida ocorre após a Polícia Federal sinalizar a ausência de elementos mínimos para o prosseguimento do caso. O procurador eleitoral auxiliar, André Luiz Batista Neves, contestou a posição policial ao avaliar que novos materiais audiovisuais e auditorias financeiras apresentados pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho oferecem justa causa para a continuidade das diligências. Segundo o MPE, o prefeito declarou gastos de R$ 11.180,00 com uma empresa de eventos, enquanto estimativas de mercado apontam que a estrutura utilizada em comícios custaria entre R$ 107 mil e R$ 147 mil.


As investigações também miram uma suposta relação de reciprocidade entre a gestão municipal e a empresa contratada, que seria operada por um ex-prefeito da cidade, impedido de firmar contratos com o poder público. Entre os atos questionados estão uma dispensa de licitação de R$ 62 mil, feita sem publicação oficial, e um pregão de R$ 640 mil. O MPE solicitou o depoimento do atual gestor, do ex-prefeito suspeito e de servidores, além de perícias técnicas nas estruturas e provas digitais.


A reportagem não localizou a defesa do prefeito Célio Evangelista da Silva para comentar as acusações até a publicação desta matéria.

Governador autoriza licitação da estrada de Iguatemi e reforma elétrica do Hospital Municipal de Livramento

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Governador autoriza licitação da estrada de Iguatemi e reforma elétrica do Hospital Municipal de Livramento
Foto: Divulgação / Ascom

Livramento de Nossa Senhora viveu mais um momento histórico de conquistas nesta quinta-feira (11), durante agenda oficial realizada pelo Governo da Bahia no Parque de Exposições, em Salvador. Na ocasião, foram autorizados importantes investimentos que prometem impulsionar o desenvolvimento do município, fortalecer a infraestrutura e ampliar os serviços oferecidos à população.


Entre os anúncios de maior impacto está a autorização para a licitação da pavimentação asfáltica do trecho que liga o entroncamento da BA-152, na localidade de Tabuleiro, ao distrito de Iguatemi. A obra representa uma reivindicação antiga da comunidade e deverá garantir mais segurança, mobilidade e melhores condições de tráfego para moradores, produtores rurais e motoristas que utilizam diariamente a via.
Na área da saúde, o município foi contemplado com um investimento de quase R$ 4 milhões destinado à modernização da rede elétrica do Hospital Municipal Dr. Ulysses Celestino da Silva. A intervenção permitirá adequações estruturais importantes para ampliar a segurança da unidade, melhorar o funcionamento dos equipamentos e fortalecer a capacidade de atendimento à população.


Outro benefício anunciado foi a cessão de um novo micro-ônibus para o transporte de pacientes que realizam Tratamento Fora do Domicílio (TFD). O veículo chega para oferecer mais conforto, segurança e dignidade aos usuários que precisam se deslocar para outros centros de saúde em busca de atendimento especializado.


A prefeita Joanina Sampaio comemorou os investimentos e ressaltou a importância da parceria institucional construída em favor do município. “É um momento de muita alegria para Livramento. São conquistas importantes, aguardadas pela população, que chegam para melhorar a qualidade de vida das pessoas. A estrada de Iguatemi, a reforma elétrica do hospital e o novo micro-ônibus representam avanços concretos para o nosso município. Agradeço à deputada Ivana Bastos e ao governador Jerônimo Rodrigues pelo compromisso e atenção com Livramento de Nossa Senhora”, destacou a gestora.


A agenda contou ainda com a presença dos deputados federais parceiros de Livramento Lídice da Mata, Jorge Solla e Daniel Almeida, do pré-candidato a deputado federal Jayme Vieira, além de vereadores e secretários municipais. A participação das lideranças reforçou a articulação política em defesa de novos investimentos e ações voltadas ao crescimento do município.


Com os novos anúncios, Livramento de Nossa Senhora fortalece seu caminho de desenvolvimento, ampliando investimentos em infraestrutura, saúde e mobilidade, áreas consideradas estratégicas para garantir mais qualidade de vida e oportunidades para a população.

Governador autoriza licitação da estrada de Iguatemi e reforma elétrica do Hospital Municipal de Livramento
Foto: Divulgação / Ascom

Ex-prefeito da Chapada Diamantina é condenado por desvio de R$ 1,5 milhão em verbas públicas

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Ex-prefeito da Chapada Diamantina é condenado por desvio de R$ 1,5 milhão em verbas públicas
Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Palmeiras, na Chapada Diamantina, Carlos Alberto da Silva Lopes, foi condenado por desvios sistemáticos de verbas públicas ocorridos entre 2002 e 2003. A decisão, fruto de uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), determina que o ex-gestor ressarça mais de R$ 1,5 milhão aos cofres do município.


Segundo o MPBA, o esquema utilizava notas fiscais clonadas e adulteradas para simular a compra de medicamentos, materiais hospitalares e elétricos. Empresas citadas nos processos de pagamento afirmaram nunca ter fornecido os produtos à prefeitura. Em um dos episódios, uma nota apresentada ao Tribunal de Contas dos Municípios no valor de R$ 14.990,00 era, na verdade, uma venda original de apenas R$ 13,80 destinada a outro consumidor.


Além das fraudes documentais, a investigação identificou a falsificação de identidade visual de empresas e a simulação de processos licitatórios para encobrir as irregularidades. A Justiça determinou, além do ressarcimento integral do dano ao erário, a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito por oito anos e a proibição de contratar com o Poder Público pelo período de cinco anos.

Relatora do TCM mantém licitação da Educação em Itapetinga após denúncia de irregularidades

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Relatora do TCM mantém licitação da Educação em Itapetinga após denúncia de irregularidades
Foto: Blog Sudoeste

A conselheira Aline Peixoto, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), indeferiu o pedido de medida cautelar que solicitava a suspensão de um pregão eletrônico da Prefeitura de Itapetinga, no Sudoeste da Bahia. O certame, avaliado em R$ 29,9 milhões, é destinado à contratação de serviços de apoio operacional e administrativo para a Secretaria Municipal de Educação.


A denúncia, apresentada pelo advogado Vicente Fagundes Ribas de Almeida, apontava supostas irregularidades como restrição à competitividade, exigência indevida de registro no Conselho Regional de Administração (CRA) e falta de adequação orçamentária. O alvo da representação são o prefeito Eduardo Jorge Almeida Hagge e o secretário municipal de Educação, Alécio Silva Chaves.


Na decisão publicada nesta quinta-feira (7), a relatora destacou que a participação de cinco empresas no certame enfraquece a tese de restrição à competitividade. Além disso, a conselheira pontuou que, por se tratar de um Sistema de Registro de Preços, a homologação não garante contratação imediata e, até o momento, não foram identificados contratos firmados ou pagamentos à empresa vencedora, a RG Soluções LTDA.


Embora tenha negado a suspensão, o TCM determinou que o prefeito e o secretário municipal sejam notificados para apresentar esclarecimentos e justificativas no prazo de 20 dias. O caso segue sob análise técnica do tribunal.

Rio do Pires lança licitação de R$ 4,4 milhões para combustíveis e valor supera contrato anterior em cerca de R$ 1 milhão

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Rio do Pires lança licitação de R$ 4,4 milhões para combustíveis e valor supera contrato anterior em cerca de R$ 1 milhão
Foto: Alan Rich/Blog Sudoeste

A Prefeitura de Rio do Pires, no centro-sul da Bahia, publicou no Diário Oficial aviso de licitação para aquisição de combustíveis e derivados de petróleo destinados ao abastecimento da frota municipal. O pregão eletrônico está marcado para o dia 24 de fevereiro de 2026, às 9h. O edital prevê a compra de gasolina comum e aditivada, óleo diesel comum e S-10, além de etanol. Os produtos serão utilizados no abastecimento de veículos e máquinas vinculados às diversas secretarias municipais. O valor estimado da contratação é de R$ 4.454.421,20, distribuídos em 12 lotes. O critério de julgamento adotado será o menor preço global por lote. O contrato terá vigência inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. No estudo técnico preliminar, os itens foram classificados como bens comuns. O montante chama atenção por representar aumento aproximado de R$ 1 milhão em relação ao contrato anterior para o mesmo objeto. No início de 2025, também por meio de pregão eletrônico e com 12 lotes, o município homologou a contratação da empresa REGIANE ROSA TEIXEIRA & CIA LTDA pelo valor de R$ 3.419.070,00. O novo processo mantém características semelhantes ao anterior, tanto na quantidade de lotes quanto no tipo de combustível e finalidade do fornecimento. Procurada para esclarecer o motivo da elevação do valor estimado em um intervalo de aproximadamente 12 meses, a administração municipal não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial da Prefeitura de Rio do Pires.

TCM analisa denúncia contra Prefeitura de Brumado por exigência territorial em licitação de lavanderia hospitalar

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TCM analisa denúncia contra Prefeitura de Brumado por exigência territorial em licitação de lavanderia hospitalar
Foto: Alan Rich/Blog Sudoeste

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia está analisando denúncia apresentada contra a Prefeitura Municipal de Brumado, sob gestão do prefeito Fabrício Abrantes (Avante), referente ao Pregão Eletrônico nº 005/2026, destinado à contratação de serviços de lavanderia hospitalar para a rede municipal de saúde. A controvérsia envolve a exigência prevista no edital de que as empresas participantes possuam sede localizada em um raio máximo de 100 quilômetros de Brumado, no sudoeste da Bahia. Segundo a empresa denunciante, a limitação territorial impõe barreira à ampla concorrência e não estaria respaldada por estudo técnico ou justificativa operacional que comprove sua necessidade. De acordo com a representação encaminhada ao TCM, critérios como cumprimento das normas sanitárias, capacidade técnica e logística de transporte seriam suficientes para assegurar a eficiência do serviço, tornando desnecessária a restrição geográfica. A empresa sustenta que a cláusula pode comprometer a competitividade do certame, afrontando princípios da administração pública como isonomia e ampla concorrência. A gestão municipal manteve a exigência mesmo após impugnação administrativa. Na resposta, a prefeitura argumentou que a limitação de distância é indispensável para garantir “pronto atendimento diário”, inclusive em finais de semana e feriados, assegurando agilidade na reposição do enxoval hospitalar. Diante dos indícios de possível irregularidade, o TCM determinou a notificação imediata do prefeito e do agente de contratação responsável pelo processo. Ambos têm prazo de cinco dias úteis para encaminhar cópia integral do procedimento administrativo e apresentar justificativas formais. Após o recebimento das informações, o Tribunal decidirá sobre eventual medida cautelar que pode suspender o pregão até julgamento do mérito da denúncia.

Operação Carta Marcada apura corrupção em contratos públicos no sudoeste da Bahia

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Operação Carta Marcada apura corrupção em contratos públicos no sudoeste da Bahia
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A deflagração da Operação Carta Marcada, na manhã desta terça-feira (27), investiga um esquema criminoso estruturado voltado à execução irregular de contratos de prestação de serviços firmados entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas. As apurações apontam indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas com base em inexigibilidade de licitação, em possível violação à legislação vigente. Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). As ordens judiciais também determinaram o afastamento de dois servidores públicos municipais, entre eles um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, além do bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado. As investigações indicam a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com vínculos diretos com os contratos investigados. Segundo a apuração policial, o grupo apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados. A operação contou com 60 policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR). Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, cerca de R$ 70 mil em espécie e computadores, que serão periciados e poderão contribuir com o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento para identificar outros recursos possivelmente desviados e eventuais novos integrantes do grupo criminoso, com foco na completa responsabilização dos envolvidos.

Caturama revoga pregão de R$ 1,8 milhão e TCM-BA reconhece perda de objeto de cautelar

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Caturama revoga pregão de R$ 1,8 milhão e TCM-BA reconhece perda de objeto de cautelar
Foto: Alan Rich/Blog Sudoeste

O conselheiro Nelson Pellegrino, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, proferiu decisão monocrática reconhecendo a perda do objeto do pedido de medida cautelar que solicitava a suspensão do Pregão Eletrônico SRP nº 18/2025, lançado pela Prefeitura de Caturama. O processo foi instaurado a partir de Termo de Ocorrência da Diretoria de Assistência aos Municípios, que apontou supostas irregularidades no edital da licitação voltada ao registro de preços para contratação de serviços gráficos, estimada em 1,8 milhão de reais. Entre as falhas indicadas pela área técnica estavam ausência de documentos obrigatórios, descrição insuficiente do objeto, inexistência de pesquisa de preços e de estudo técnico preliminar, falta de análise de riscos e de parecer jurídico, além da não divulgação do certame no Portal Nacional de Contratações Públicas. Apesar da gravidade dos apontamentos, o relator destacou que o pregão já havia sido revogado pela administração municipal em (04/11/2025), o que esvaziou o pedido de suspensão imediata. A revogação, segundo manifestação do prefeito Antônio Leão Bonfim, atendeu a orientações anteriores do próprio TCM-BA em outro processo administrativo. Diante da revogação do Pregão Eletrônico SRP nº 18/2025, o conselheiro concluiu que as irregularidades apontadas deixaram de existir em relação àquele edital específico, motivo pelo qual reconheceu a perda do objeto da medida cautelar e deixou de conhecer o pedido de suspensão do certame. A decisão, no entanto, não encerra o processo, que seguirá para julgamento de mérito sobre a atuação da prefeitura na condução da licitação. Na mesma decisão, o relator determinou a notificação do prefeito e do secretário municipal de Administração para apresentação de defesa no prazo de 20 dias. A Prefeitura de Caturama também deverá comunicar ao Tribunal caso publique novo pregão eletrônico com o mesmo objeto da licitação revogada, permitindo o acompanhamento preventivo pelo órgão de controle.

Operação Gênesis investiga desvio de R$ 30 milhões em recursos públicos na Bahia

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Operação Gênesis investiga desvio de R$ 30 milhões em recursos públicos na Bahia
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis, ação que apura suspeitas de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul da Bahia. Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié e também em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. As decisões foram autorizadas pela Justiça Federal, que determinou ainda o afastamento cautelar de sete agentes públicos. A medida inclui o sequestro de bens de investigados, valor que pode chegar a R$ 20 milhões. De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo teria atuado entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem capacidade operacional para executar contratos de grande porte, receberam mais de R$ 30 milhões em recursos públicos durante o período analisado. A corporação informa que parte significativa desse montante foi desviada por agentes públicos municipais com o apoio de empresas e intermediários. Nesta fase da operação, o objetivo é aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema, identificar o papel de cada investigado e garantir o ressarcimento ao erário. Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A PF afirma que outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.

TCM-BA determina suspensão de pregão da Prefeitura de Caraíbas por supostas irregularidades

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TCM-BA determina suspensão de pregão da Prefeitura de Caraíbas por supostas irregularidades
Foto: Reprodução/Sudoeste Total

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou a suspensão do Pregão Eletrônico nº 021/2025 da Prefeitura de Caraíbas, após a Divisão de Análise de Editais de Licitação (DAEL) identificar possíveis irregularidades no processo licitatório. A decisão cautelar foi deferida na quinta-feira (30) e abrange também a suspensão de todas as contratações derivadas da Ata de Registro de Preços vinculada ao pregão, até que as falhas apontadas sejam devidamente sanadas. O prefeito Renato Lima dos Santos e o secretário do Fundo Municipal de Saúde, Ronaldo Santos Soares, foram notificados e terão 20 dias para apresentar esclarecimentos e adotar medidas corretivas que evitem ou corrijam os problemas detectados, conforme prevê a Lei nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações) e a Resolução TCM nº 1.455/2022. O TCM-BA informou que o processo seguirá seu trâmite regular, com acompanhamento da Diretoria de Assistência aos Municípios (DAM), a fim de garantir a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos nas contratações realizadas pelo município de Caraíbas.

MP-BA envia à PGJ investigação sobre supostas irregularidades em contratos da Prefeitura de Rio de Contas

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MP-BA envia à PGJ investigação sobre supostas irregularidades em contratos da Prefeitura de Rio de Contas
Foto: Alan Rich/Blog Sudoeste

A 1ª Promotoria de Justiça de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, remeteu à Procuradoria-Geral de Justiça da Bahia (PGJ/MP-BA) a Notícia de Fato nº 003.9.57849/2025, que apura suspeitas de irregularidades em contratos da Prefeitura de Rio de Contas. A investigação aponta possíveis fraudes e direcionamentos em contratações com a empresa Andressa Assunção Pessoa Ltda., referentes aos Contratos 023/2025 e 038/2025, firmados por Dispensa de Licitação 009/2025 e Pregão Eletrônico 01/2025. Segundo o despacho, há indícios de burla a normas legais e favorecimento de pessoas ligadas a um articulador de campanha do prefeito Célio Evangelista da Silva. Os fatos podem configurar crimes previstos nos arts. 337-E e 337-F do Código Penal e no art. 1º, I, do Decreto-Lei 201/1967. Por envolver o prefeito, que possui foro por prerrogativa de função, a promotora Susila Ribeiro Machado determinou o declínio de atribuição e o envio imediato dos autos à PGJ, com base no art. 29, X, da Constituição Federal, na Lei Complementar Estadual nº 11/1996 e na Resolução nº 11/2022 do MP-BA. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral para análise, processamento e adoção das providências cabíveis.

Polícia Federal cumpre mandados em Vitória da Conquista por fraudes em contratos de saúde

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Polícia Federal cumpre mandados em Vitória da Conquista por fraudes em contratos de saúde
Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (28), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Anóxia, focada em investigar desvios de recursos públicos e fraudes em contratos de saúde em municípios da Bahia, incluindo Vitória da Conquista. A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, com ações também em Alcobaça, Itororó, Salvador e Santa Luzia. Em Vitória da Conquista, os mandados visaram uma empresa suspeita de envolvimento em um esquema de terceirização de mão de obra na área de saúde, contratada sem licitação pela prefeitura de Santa Luzia. A empresa é investigada por superfaturamento de contratos e apropriação indevida de recursos públicos. Além disso, há indícios de outros crimes, como o não pagamento de encargos trabalhistas e a apropriação indébita previdenciária. As investigações começaram em 2020 pela Controladoria-Geral da União (CGU), após a empresa firmar contratos com a prefeitura de Ilhéus durante a pandemia da Covid-19. Na época, foram identificadas irregularidades como direcionamento de licitações e má gestão dos recursos destinados ao combate à pandemia. Os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitação, estelionato, peculato e corrupção ativa e passiva. 

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