O prefeito de Paramirim, João Ricardo (Avante), anunciou que o município não realizará a festa de Réveillon deste ano. A decisão foi comunicada durante entrevista ao Achei Sudoeste, quando o gestor explicou que o cancelamento ocorreu após avaliação da situação financeira da administração municipal. Segundo o prefeito, o orçamento disponível não permite bancar o evento sem prejudicar áreas consideradas prioritárias. Atualmente, a prefeitura concentra investimentos na construção de três praças em comunidades rurais e na reforma de escolas da rede pública. As obras somam quase R$ 1,4 milhão, custeados integralmente com recursos próprios do município. Ao justificar a medida, João Ricardo afirmou que a gestão optou por priorizar o equilíbrio fiscal, o pagamento regular dos servidores e a manutenção dos serviços essenciais. Segundo ele, seria necessário escolher entre realizar a festa da virada ou seguir com as intervenções planejadas, e a prefeitura decidiu manter o cronograma de obras. Mesmo sem o Réveillon, o prefeito ressaltou que o calendário festivo de Paramirim seguirá com eventos tradicionais, como a Festa de Reis no Grama, o Verão no Balneário, a Festa de Nossa Senhora da Graça em Canabravinha e o Carnaval.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a suspensão imediata do programa criado para reduzir a fila de espera de benefícios, como aposentadorias e auxílios. A decisão foi comunicada em ofício assinado pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Junior, que atribuiu a medida à falta de recursos no Orçamento. De acordo com o documento, o INSS solicitou ao Ministério da Previdência a suplementação de R$ 89,1 milhões para garantir a continuidade do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), iniciativa que prevê o pagamento de bônus de produtividade a servidores e peritos. O objetivo do programa era acelerar a análise de requerimentos previdenciários e reduzir o tempo de espera. Com a suspensão, a principal estratégia do governo para enfrentar a fila de mais de 2,63 milhões de solicitações fica interrompida. O problema vem se agravando desde o ano passado, após uma greve de 235 dias dos médicos peritos, que impactou fortemente o andamento dos processos. O ofício também ressalta que a medida busca evitar problemas administrativos caso o programa continuasse ativo sem previsão orçamentária suficiente para o pagamento dos bônus.
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