15 de abril de 2026

Neto é investigado por desviar R$ 37 milhões de avó idosa

Alan Rich / Blog Sudoeste 15/04/2026 - 18:00
 Neto é investigado por desviar R$ 37 milhões de avó idosa
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um homem, identificado como Fabiano Pedrosa Leão, é alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura o desvio de R$ 37 milhões das contas de sua avó, Angélica Gonçalves Pedrosa. A operação foi deflagrada na segunda-feira (13), em Firminópolis, no interior de Goiás, e revelou que o neto teria sacado mais de R$ 1,4 milhão apenas dois dias após a morte da idosa, em maio de 2024.


As investigações apontam que o zootecnista Fabiano Pedrosa Leão administrava o patrimônio da avó desde o falecimento do marido dela, em 2009. Documentos indicam que Angélica era "analfabeta digital" e possuía restrições de mobilidade, necessitando de ajuda para gerir seus negócios agrícolas. Uma das quatro filhas da idosa, desconfiada das movimentações financeiras, denunciou a situação à Justiça.


Além de Fabiano, a mãe dele, Marli Gonçalves Pedrosa Leão, também é suspeita de envolvimento no esquema. Durante o cumprimento do mandado na casa dos dois, na segunda-feira, a polícia encontrou duas armas de fogo irregulares na residência de Fabiano, o que resultou em sua prisão em flagrante por posse ilegal de arma. Ele foi liberado após pagar fiança. A polícia também apura a participação de outros suspeitos, incluindo bancários, funcionários de cartórios e fazendeiros da região.


O advogado da família denunciante, Alexandre Lourenço, salientou que a avó vivia com uma pensão de cerca de R$ 7 mil, e que o crescimento patrimonial vultoso do neto, em contraste com os rendimentos da idosa, gerou desconfiança. Em depoimento à Polícia Civil em 2025, Fabiano Pedrosa Leão negou as acusações, afirmando que sempre reportava as movimentações à avó e que os bens foram construídos com seu próprio trabalho e administração das terras da família. Ele também alegou ter dividido o saque de R$ 1,4 milhão entre as filhas da idosa para quitar dívidas. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Fabiano e Marli Pedrosa Leão para comentar o caso, e o delegado Alexandre Bruno, responsável pela investigação, pontuou que a confiança depositada pelos avós e tias em Fabiano facilitou as supostas movimentações.

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