As denúncias de assédio eleitoral cresceram 240% durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). Em todo o Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou quase 2 mil relatos de irregularidades, a maioria envolvendo trabalhadores impedidos de votar ou que foram escalados para o serviço sem direito a revezamento.
No Piauí, onde o salto nas queixas foi mais expressivo, o órgão registrou 34 denúncias até o final da votação, superando as dez registradas no primeiro turno. Equipes de fiscalização realizaram inspeções em estabelecimentos comerciais, especialmente no setor de serviços, para garantir que as empresas cumprissem a determinação de liberar os funcionários para o exercício da cidadania.
O procurador do Trabalho Edno Moura reforçou que o direito ao voto é inviolável e não pode ser condicionado a imposições dos empregadores. Segundo o MPT, as investigações seguirão em curso mesmo após o pleito. Caso as irregularidades sejam confirmadas, as empresas poderão responder a Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e ações civis públicas, com possibilidade de pedidos de indenização por danos morais coletivos.
Trabalhadores que sofreram ou presenciaram assédio eleitoral podem formalizar denúncias pelo site oficial do MPT ou pelo e-mail [email protected], com garantia de sigilo de identidade. Para questões individuais de trabalho, o contato pode ser feito através do número 158, do Ministério do Trabalho e Emprego, ou via sindicatos da categoria.




