sex, 23/05/2025 - há 8 horas
O advogado baiano João Neto, acusado de agredir a namorada, criticou publicamente a suspensão temporária de seu registro profissional pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em vídeo publicado nas redes sociais, João Neto aparece em um imóvel de alto padrão e confirma a suspensão de sua carteira da OAB, afirmando que a medida seria motivada por preconceito racial. “Esse negro aqui vai continuar vivendo bem, comprando o que quiser. Não vão me impedir. Só posso atribuir isso ao racismo”, declarou. Na legenda da publicação, o advogado questionou o posicionamento da OAB: “Por que a OAB protege alguns em casos graves como tráfico ou corrupção, mas não se posiciona quando se trata de um advogado negro, filho da periferia? Dois pesos, duas medidas?” A suspensão, válida por 90 dias, foi determinada após a conclusão de um processo ético-disciplinar e entrou em vigor no mesmo dia em que Neto foi liberado do presídio Baldomero Cavalcante, em Maceió (AL), onde ficou preso por 29 dias sob suspeita de agredir a namorada. A decisão foi aprovada de forma unânime pela Turma Especializada da OAB e publicada no Diário Eletrônico da instituição em 9 de maio, passando a valer oficialmente em 13 de maio. Segundo a OAB, a suspensão não está relacionada diretamente à acusação de agressão, mas sim ao comportamento de João Neto em redes sociais e entrevistas, considerado incompatível com a ética profissional exigida pela entidade. O processo disciplinar que resultou na punição é anterior à prisão do advogado. Até o momento, a OAB não comentou as declarações do advogado. João Neto segue ativo nas redes sociais e afirma que continuará suas atividades, mesmo com a penalidade em vigor.
Integrantes da facção criminosa Comando Vermelho impuseram novas restrições à entrada de motoristas de aplicativos nas localidades de São Mateus e Tomazinho, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. A determinação foi divulgada por meio de pichações nas ruas, alertando sobre possíveis fuzilamentos de veículos e agressões a motoristas e passageiros que descumprirem a ordem. Segundo a coluna Na Mira, do portal Metrópoles, a proibição busca garantir o controle exclusivo do transporte alternativo na região, explorado pelos próprios criminosos. Entre sábado (15) e domingo (16), um motoqueiro foi agredido após deixar um passageiro em uma das áreas controladas pela facção. Essa prática não é inédita no Rio de Janeiro. Em fevereiro, o Comando Vermelho já havia restringido a circulação de motoristas de aplicativos no bairro Gardênia Azul, na Zona Oeste da cidade. As ameaças também incluíram pichações e relatos de violência contra quem desobedecesse às ordens. Em resposta às ameaças, a Polícia Militar do Rio informou que firmou uma parceria com empresas de transporte por aplicativo para implementar um botão de emergência nos aplicativos. O recurso permite que motoristas acionem rapidamente o serviço 190 ao se sentirem em risco. Além disso, a PM destacou que realiza fiscalizações constantes nas áreas afetadas. A situação reflete o crescente domínio territorial do Comando Vermelho em comunidades da Baixada Fluminense e outras regiões do estado, onde impõe restrições e explora atividades ilegais. A Polícia Militar segue monitorando os casos para combater ações criminosas.
A mulher suspeita de ter matado e decapitado o filho de seis anos em João Pessoa, na Paraíba, morreu na madrugada desta quinta-feira (17). Maria Rosália Gonçalves Mendes, 26 anos, estava internada no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa havia um mês e teve uma infecção generalizada. Ela foi atingida por 14 tiros depois de, segundo a polícia, tentar atacar os policiais que chegaram à casa após matar o filho, Miguel Ryan, no dia 20 de setembro. Segundo a Polícia Militar da Paraíba, os vizinhos pediram socorro por volta das 4h, ao escutarem os gritos da criança. Quando os agentes chegaram, a mulher estava sentada em uma cadeira com a cabeça da criança no colo. Segundo os policiais, ela tentou atacá-los com uma faca, mas foi contida pelos agentes, que atiraram. ‘A acusada estava com duas facas e partiu para cima dos policiais, que precisaram atirar’, disse um dos policiais. ‘Foi constatado extrema violência, a criança estava completamente decapitada e apresentava duas lesões na região do coração. Tinha um gato agonizando no outro quarto e vídeos de rituais satânicos de decapitação na casa’, disse um dos peritos que estiveram na casa. Muito emocionado, ele não segurou o choro e precisou abandonar a entrevista. O crime aconteceu em um apartamento no bairro de Mangabeira 4. O corpo do menino foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), enquanto a mãe foi levada para o hospital em estado grave.