A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prorrogou, até o dia 30 de junho, a flexibilização que desobriga produtores e distribuidores de manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (6), busca garantir o abastecimento no mercado interno e reduzir a pressão sobre os preços dos derivados no Brasil.
A medida, que teve início em 19 de março, permite que as empresas ofereçam maior volume de combustíveis ao mercado consumidor, aliviando a demanda logística. A flexibilização faz parte de um conjunto de ações do governo federal para conter a alta nos preços, que foi impulsionada pela instabilidade no mercado internacional após o início do conflito envolvendo o Irã no final de fevereiro.
O bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, causou interrupções na cadeia de suprimentos global e elevou a cotação do barril do tipo Brent. Como o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente, a oscilação nos valores internacionais impacta diretamente o custo final para o consumidor.
A ANP reforçou que a determinação visa ampliar a fluidez de suprimento e aproximar os estoques da ponta de consumo. Além da flexibilização dos estoques, o governo brasileiro mantém outras medidas, como a isenção de tributos e subsídios, para tentar mitigar o impacto da crise externa no bolso da população.









